domingo, 20 de maio de 2007

Jornalismo sério

Hoje na Folha, Jânio de Freitas lembra de um dos pontos altos do jornalismo brasileiro, protagonizado por ele. É o episódio da denúncia de cartel nas obras da Ferrovia Norte Sul, há vinte anos.
Descoberta antecipadamente, a Folha publicou, de forma inteligente, cifras nos classificados, de forma a apresentar os vencedores da licitação. Quando os resultados foram divulgados, os dados batiam...

O jornalista teve total apoio da Folha. Um escândalo para a época, não teve outro momento como esse.

No caso de Pedro Collor, ele divulgou denúncias na revista Veja. A imprensa, inclusive Veja, foi passiva. No caso de Jânio de Freitas/Folha, eles foram ativos. A descoberta foi ativa, foram fuçar. E produziram uma das maiores denúncias de todos os tempos.

Os meios de comunicação têm um papel importantíssimo a prestar. Quem se elembra do episódio da manipulação do debate entre Lula e Collor, e depois da entrevista exclusiva para a Globo depois de eleito, deve se perguntar sobre o sangue de barata. O caso é que a mídia seduz de tal forma que não carrega culpas... Seu poder de divulgação é maior que rancores e melindres...

Acho que se a imprensa fosse realmente independente, seriam diferentes os caminhos traçados pela nossa história. Dizem que a consciência não é senão o medo de estar sendo vigiado. A imprensa é quem vigia e denuncia.

A propósito, quem estava envolvido nas denúncias daquela época? O mesmo ex-governador preso...

Jânio ainda conta, no final de seu artigo, que fez uma maldade. Daquelas que só se aprova para inimigos... e eu aprovo...

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