domingo, 27 de maio de 2007

E agora, quem falta?

O escândalo atingiu o presidente do Senado?

Quem se lembra do período Collor não pode se esquecer dos personagens envolvidos: Cláudio Humberto, Lafaiete Coutinho, Roberto Jefferson... e Renan Calheiros. Ainda um político incipiente (porém nada insipiente). Um defensor ferrenho, junto à famosa "Tropa de Choque", defendou o patrão com unhas e dentes. O resultado, todos já sabem.

Agora, e denúncia é contra ele. Já resvalavam informações, e a área é a de atuação do senador. Estaria isento? Segundo a Veja, não.

Interessante que o processo que a jornalista Mônica Veloso move contra ele corre em segredo de justiça. Interessante que nosso amigos e conhecidos não têm o mesmo "privilégio", se é que pode ser chamado assim. Tudo bem, nenhum é senador. Será que é qualificativo suficiente para tal?

Vários colunistas da Folha estão alertando para o silêncio das duas casas (câmara e senado). Não há aquele coro de indignação, não há recriminações. Perguntam, e faço minhas também essas perguntas: o que motiva esse silêncio? O medo de que o respingo será geral? Será que é apreensão pelo que aonda virá?

O fato é que personalidades insuspeitadas estão sendo arrastadas pelas denúncias. E não sabemos ainda onde irão essas denúncias, E nem sabemos e nunca saberemos, se há alguém que foi blindado... Afinal de contas, este é o Brasil. de lobistas e de corruptores.

Para o bem de nossas instituições, depois de severinos e anões, que esse seja um episódio bem apurado, de forma isenta, sem deixar que amores, prós e contras, contaminem as investigações.

Mas as evidências são fortes. Isto ninguém pode negar.

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