domingo, 13 de maio de 2007

Dia das mães

No dia das mães, sempre temos o que lembrar. Há um longo caminho entre o hoje e o dia em uma mulher se tornou minha mãe. Desde então, tal ligação não mais se extinguirá, nem mesmo com nosso desaparecimento.

Porque mãe é atemporal, é perene. Se aos dois anos ela se preocupava com nosso agasalho, contonuará a fazê-lo, aos dez anos, aos vinte, aos trinta, aos quarenta... E, longeva que se torne, sempre nos considerará, mesmo entrados na idade, aquelas crianças de outrora.

Mãe não é somente uma conseqüência biológica. É um estado de alma. É uma adesão, a todos os papéis de proteção, amor, compreensão. E é uma abdicação, já que as necessidades dos filhos superam as próprias. Abdica da vida calma, sem grandes preocupações, sem grandes medos, para assumir uma vida muito mais corrida, cheia de responsabilidades, sempre temendo pela prole.

Ser mãe é a afirmação do ser humano e honra das mulheres. Aos homens foi negada a completude da experiência, pois ele não carrega senão uma pequena semente. O broto quem carrega é a mãe, e é ela quem protege, com seu corpo, o ser humano no seu estado mais inocente e mais carente.

Ser mão é uma profissão, mal paga, muitas vezes. Mas profissão, da qual não se quer pedir demissão, nem se aceita. E, às vezes, o pagamento é invertido, pois vem em forma de incompreensão, de negação, de agressão. Mas, mesmo nessa hora, mãe é mãe, pois é quem tem o poder e a benção de tudo perdoar, e é quem sempre enxergará, mesmo em gestos ingratos, mesmo em atitudes agressivas, o bebê que ela carregou.

Como se não bastasse, a vida moderna cobras suas contas, e a mãe, então es profissionalizou. Alëm de Mãe, é educadora, advogada, médica, operadora de telemarketing... mas continua ligada nos seus "bebês", com o mesmo desvelo de sempre.

Como é óbvio, eu tenho uma mãe. Por quem guardo um imenso amor. E a quem gostaria de celebrar todos os dias de minha vida. Mas é uma vida atribulada, e nem sempre fazemos tudo que queremos. Ou que precisamos. No quer dizer que ela não mereça, ao contrário, pois continua lá, sempre a postos pelos filhos.

Assim, mãe, obrigado. Pela luz, que me recebeu no mundo. Pela vida, norteada por princípios e valores, que espero poder transmitir à minha filha com a mesma competência com que me foram passados. Pelos sacrifícios, nem sempre reconhecidos, mas presentes. Pela abdicação, que só mesmo mãe sabe oferecer. Obrigado, mãe, pelos exemplos de vida que nos ofereceu.

Eu não tenho, e nunca terei, palavras para agradecê-la por tudo que já fez. E nem que vivamos mais mil anos eu poderei retribuir cada ação amorosa sua em minha direção. Talvez porque, por mais que eu me esforçasse, a mãe continuaria a ser mãe. E outros gestos, outras ações, outras "mãedades" (sinônimo de bondade, antônimo de maldade) se apresentariam, sempre a meu favor.

Por tudo isto, acho que não há palavras que exprimam melhor o que quero dizer do que estas: mãe, eu te amo.

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