sábado, 12 de maio de 2007

A desimportância da vida

No Ceará, uma aposentada morreu por causa de um corte de energia elétrica em sua residência, feito pela COELCE (Companhia Elétrica do Ceará). Ela havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC), e dependia de aparelhos elétricos para sobreviver. Sem a energia, óbvio que os aparelhos não funcionaram.

A dívida era de R$ 204,00. A aposentada estava registrada na empresa em situação especial, e a luz não poderia ter sido cortada.

A empresa diz que investigará. Não parece fazer muita diferença para a aposentada.

O consumidor está à merce das concessionárias. De todas. Telefonia, energia elétrica... O lado hiposuficiente nunca esteve tão hiposuficiente. As agências reguladoras parecem fazer o jogo das empresas, mas deveriam cuidar dos interesses do Brasil, da população. Garantia de qualidade? Não é prioritário. Atendimento? Metas de desempenho? Não, a preocupação não existe.

Quem já teve problema com alguma concessionária conhece as agruras que é preciso enfrentar para tentar uma solução. É um abuso revoltante, sempre com perdas para o consumidor. As empresas cortam serviços, sempre de forma totalmente ao seu arbítrio, restando pouquíssimo espaço para contestações. E, neste caso, sempre a contestação é posterior ao corte do serviço. e respectivo pagamento da conta, mesmo errada.

A vida dessa aposentada valia somente R$ 204,00? Menos que um salário mínimo...

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