sábado, 21 de abril de 2007

Zappeando

Lula
Lula se deu bem no encontro com os presidentes sul-americanos. A mídia cobrou, ele não fez nada, e os resultados foram ótimos para o Brasil. Falamos aqui das ameaças de Hugo Chavez com relação ao biocombustível.
Vamos ser bem honestos: foi sorte. A conduta dele foi a padrão. Não fez nada, repito. E as coisas se acomodaram. Méritos talvez da realidade, que mostrou a Chavez que era uma reação indefensável.
Mas a mesma pasmaceira de Lula não surtiu o mesmo efeito em outros casos. Exemplos: eleição de Severino Cavalcante, crise nos aeroportos, CPI dessa crise.
O jeito de fazer política do presidente pode dar certo às vezes. Mas seria bom que ele tivesse também um jeito de administrar. Certo ou errado, mas um jeito, pelo menos. Esperar nem sempre é a melhor resposta. Principalmente a crises.

STF
O STF está fazendo um intensivão de biologia. Para entender quando começa a vida e, com base nisso, tomar decisões sobre o aborto. A questão é constitucional, já que há a proteção à vida (artigo quinto). É uma sábia demonstração de humildade, de um órgão que não precisaria disto. Parece que este pedaço do poder judiciário é mais democrático que alguns órgãos do executivo (área de seguros, por exemplo).

Aborto
Ao longo de minha vida, tenho pendido a favor e contra o aborto, de acordo com algum acontecimento recente. Não tenho uma convicção firmada. Por isto, acho rica uma discussão, um debate aberto sobre o assunto.
Infelizmente, alguns setores da sociedade querem calar a discussão. São posições apaixonadas, é verdade. Mas calar a discussão é radical demais.
O aborto é hoje uma questão de saúde pública. Abortos feitos em "clínicas" sem a menor condição ameaçam a saúde daquelas que se propõem a fazê-lo. Claro, isto nas classes mais baixas. Nas classes mais abastadas, o aborto é realizado sem a menor dificuldade, com riscos reduzidos, pois são feitos em clínicas e hospitais devidamente paramentados.
Outra face triste da atual legislação: crianças indesejadas, sem o menor preparo dos pais, são tratadas e destratadas como párias. Enchem as ruas, e aumentam estatísticas que deslustram o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Minha posição, hoje (amanhã talvez seja outra. Sou um indeciso neste assunto) é a seguinte: se a religião "proíbe", que seu adepto não tenha essa necessidade. Religião não se baseia em imposição, mas em adesão. Se a pessoa se põe na posição de precisar do aborto, algua coisa falhou. A orientação espiritual, ou o apoio material necessário à contracepção. Reduzir esta questão a uma questão legal, na base do "a lei proíbe", é incongruente com a posição religiosa.

De outro lado, o Brasil precisa de uma legislação isenta. Tratamos como lei tudo que queríamos que fosse, tudo o que "devia ser". São, antes, questões morais.

Quando deixarmos que a moral se sobreponha novamente às leis, talvez estas percam até sua importância. A lei só atua onde a moral falhou.

Polícia Federal
Mais uma operação, a Têmis. Mais um escândalo envolvendo autoridades. Venda de decisões judiciais. mais que a operação Hurricane.

A notícia boa: a polícia federal está trabalhando. Acho que devemos esse reconhecimento ao ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. Havia muito que não tínhamos tantos resultados como agora, e, como disse Bóris Casoy, não importa a cor do colarinho, a investigação está evoluindo.

A notícia ruim: tanta gente importante envolvida em atividades de lesa-pátria. Como a impunidade grassa, até pessoas que deveriam defender o mais fraco são cooptadas para o crime.
Outra notícia ruim: o STJ negou a prisão dos suspeitos. De todos que tiveram esse pedido pela PF. Acho que a prisão de todos talvez seja exagero. Mas com certeza o é negar. Alguns, com certeza, já devem apresentar indícios suficientes para justificar a medida. Como já houve denúncias de vazamento de informações, a "suspeita" é de acobertamento e favorecimento. Triste, para esse tribunal.

Jornalistas e plano de saúde no congresso
Passou batida essa informação. Jornalistas que prestam serviço no congresso (a serviço de seus veículos de informação, cobrindo o dia-a-dia dos representantes do povo) têm direito a assistência de saúde, na modalidade ambulatorial, gratuita, às expensas do contribuinte.
Consultados, vários jornalistas se diziam ignorantes sobre a matéria e que nunca utilizaram o benefício.
Quando se fala de mordomias, às vezes há um certo exagero. Mas neste caso os beneficiários são "satélites" da administração. Não existem para a máquina brasileira, senão para suas próprias empresas. A oferta desse benefício, repito, às expensas do povo, só pode ser para gerar benesses e trocas de favores. Quando nós precisamos, o congresso não se mostra tão generoso.
Chináglia diz a medida "deve ser extinta". Ok, vamos ver.
Quanto é mesmo sua mensalidade do plano de saúde?

ô, boca
Foi só falar da aterrisagem da Gol, e um avião derrapou em Fortaleza. Chovia na hora. Mas será coincidência? Tomara que sim, só uma infeliz coincidência. Dá-lhe Maxi Goiabinha!!!

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