sábado, 7 de abril de 2007

Natureza do comportamento humano

Não tenho talento para escrever. Por isto, leio. Dentre minhas leituras, algumas clássicas, Outras, inusuais.
Mas, em todas, discussões com o autor.

Essas que tratam da natureza humana, por exemplo, como o poema If, abaixo. Acho pobres as análises de escritores que se propõem a explicar a natureza humana. Mas, ao fim, e ao termo das experiências pessoais, sou obrigado a concordar com elas.

A natureza humana é basicamente a mesma. Todos nós temos, em maior ou menor grau, as posições bipolares do comportamento, a extremamente negativa e a extremamente positiva. Num posicionamento geral, adotamos geralmente um dos pólos. Mas escorregamos, e, vez ou outra, paramos na outra ponta.

Digo isto porque algumas vezes somos surpreendidos por comportamentos tão estranhos à natureza da pessoa que achamos que não a conhecemos. Sim, conhecemos, mas apenas uma parte dela. Nunca saberemos, em determinadas circunstâncias, com determinadas variáveis, como a pessoa vai reagir. Pode ser a reação nobre: o lado positivo. Pode ser o ladro obscuro da força, o lado negativo.

A questão é: como nós reagimos a isto? E como reage a pessoa?

Há pessoas que não se importam com a reação dos outros. É o meu caso. Mas tenho fortemente enraizados valores que me levam a acreditar que as escolhas são corretas. Talvez não passe de pura soberba, percebo claramente.

Então, como reagir a reações "estranhas" de outras pessoas?

Acho que o segredo é aceitar as diferenças, e aceitar essas ações e/ou reações. E colocarmos-nos à disposição para o que for preciso. Porque, humanos, somos falíveis. Mais falíveis que qualquer outra coisa. Mas, humanos ainda, o dom de julgar somente a nós pertence. E o de perdoar, como ação consciente, como resultado de uma escolha, também é dom puramente humano.

Assim, às escolhas erradas (segundo nosso pobre julgamento), pode se seguir uma ação voluntária de perdoar. E, mais ainda, uma ação de corrigir. E, suprema, a ação de ajudar. E, divina a ação de aceitar a ajuda. No fundo, a natureza humana não pode ser descrita.
Ela tem uma base, é verdade. Mas o dom de ultrapassar limites pertence aos seres humanos. A nós.

Gostaria de ter um amigo, que fosse, que tivesse comigo esse tipo de convivência, Infelizmente, vivemos num casulo auto-trancado. E permitirmos, quando permitimos, que somente algumas pessoas tenham acesso.

Mas a natureza humana precisa de feedback. E o feedback precisa de uma porta aberta. E essa porta só é aberta com confiança, muita confiança. Que é artigo raro hoje em dia.

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