sexta-feira, 6 de abril de 2007

Impostos, dólar, concorrência, empregos...

O setor calçadista gaúcho demitiu, no primeiro trimestre deste ano, aproximadamente 4.000 funcionários. Admitindo-se três pessoas por família, em média (pai, mãe, um filho), são 12.000 pessoas atingidas por esta crise. O culpado pela crise, lê-se amiúde, é o dólar, com valor baixo.

Parece-me uma avaliação reducionista, monista até. Dizer que o dólar é culpado é o mesmo que o médico, ao dar uma causa-mortis, dizer que o paciente morreu porque o coração parou de bater...

O dólar é um dos componentes dessa cadeia. Para citar uma mais grave: a carga de impostos. O Brasil é um dos campeões mundiais de impostos. Ele oneram a cadeia produtiva em todos os seus pontos. Fazem com que o custo da fabricação e comercialização subam às alturas. E a culpa é do dólar...

Essas 12.000 pessoas, apesar dessa crise pessoal, não vão deixar de pagar seus impostos. Ao comprar o pão, a carne, o leito, parte (boa parte, diga-se) é de impostos. A máquina arrecadadora brasileira é cruel. Já a máquina gastadora...
Nosso imposto vai para os bolsos dos mensaleiros, dos marqueteiros, dos bancos... O Lula viaja de avião novo, a presidência gasta em cartões de crédito corporativos e se acha no direito de não dizer como gastou... O governo faz propaganda de vento, de realizações imaginadas e nunca concretizadas... Funcionários do governo (maiores clientes de companhias aéreas e hotéis) viajam para cima e para baixo, sem resultados concretos para brasileiros...

Precisamos de um governo comprometido com o povo e suas necessidades, e não de um governo ególatra. Um presidente que enfrente a crise, em vez de negá-la com soberba. Que olhe para seu umbigo e cuide dos problemas nacionais.

Sou solidários aos empregados demitidos. Tomara que eles (e todos nós) votem com consciência no próximo presidente.

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