terça-feira, 24 de abril de 2007

Distância e calma

Estou fora de casa, sem meu acesso fácil a jornais. Minha conexão com a internet está limitada por horários que me colocam meio fora do mundo.

Acostumei-me a ler ou ouvir as notícias a todo instante. Assim, vou discutindo comigo mesmo, até chegar aos meus destinos, os fatos do dia.

Sem ler os jornais, não me envolvo, não me preocupo. Mas é uma sensação estranha, de alheamento, num espécie de isolamento...

Sei que Einstein tinha razão, tudo é relativo, inclusive o tempo. O tempo parece que passa mais devagar por aqui (estou em uma cidade do sul do país, muito aconhegante e acolhedora). Não no sentido de lerdeza, mas no sentido de que as coisas acontecem porque estão maduras, não porque estamos na premência de que aconteçam.

Na hora de ir para o hotel, o trânsito anda bem, as pessoas conversam, o mundo não passa ao largo. É uma sensação ótima, esta, a de que existem lugares muito produtivos, onde se trabalha muito, mas a lei da colheita (professada por Stephen Covey) é seguida fielmente. Diz Covey que as coisas que plantamos nunca chegam ao ponto antes do tempo. Acontecem no tempo e momento exatos. E que atendem à necessidade de regar, crescer, até o momento da colheita, aquele momento exato, em que a coisa está madura.

Estou trabalhando muito, mas é como se estivesse em férias, só por causa dessa atmosfera de tranquilidade, sem buzinas e sem pressa.

Descansar é bom, mas é preciso trabalhar. Mas trabalhar, descansando, quem diria?

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