segunda-feira, 26 de março de 2007

Máscaras - Republicação


Este é um texto que anda bastante pela internet.
Localizei-o em vários sites. Entretanto, pelos motivos que me levaram a criar este blog, eu o publicarei novamente. Porque ele tem história em minha vida.

Foi numa fase de um concurso de que participei. A concorrência estava acirrada, e os ânimos algo exaltados. O moral estava baixo. A crise era flagrante. E, num dia de aniversário de um grande amigo, o instrutor do curso, fizemos uma festa surpresa. E ele, com a sensibilidade que só a experiência confere, nos presenteou com este texto. Que, carapuça em todos, calou fundo.

Assim, cheio de significados, republico-o. Homenagem ao Kiko, amigo acima de qualquer coisa.

( Autor Desconhecido )

Não se deixe enganar por mim.
Não se engane com a máscara que uso,
mil máscaras que tenho medo de tirar e nenhuma delas sou eu.

Eu dou a impressão de que sou seguro,
de que está tudo bem
de que vivo em paz comigo,
de que estou sempre no comando de minha vida
e que não preciso de ninguém,
mas não acredite nisso, por favor.

A minha aparência é tranqüila,
mais é apenas aparência.
Meu eu real, está em confusão,
abandono e pânico, mais eu
oculto tudo isso, por que não quero
que vejam minha fraqueza.

Por isso eu criou máscaras, atrás das quais
me escondo do olhar que sabe.
Esse olhar é minha única salvação,
e eu sei disso.
É a única coisa que pode me libertar de
mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei,
das barreiras que tão dolorosamente construí.

Mas eu não digo nada disso a você.
Não ousaria. Tenho medo.
Tenho medo que seu olhar não seja
de amor e aceitação.
Tenho medo que você ria de mim,
me ache fraco, me rejeite, me despreze.

Então continuo a viver os meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança
ocultando a criança que treme.
Um desfile de máscaras, todas vazias.
Eu converso com você coisas
inúteis e superficiais.
Digo tudo que não tem importância e
calo o que arde dentro de mim.

Por favor, não se deixe enganar.
Escute atentamente e tente ouvir,
o que eu não digo, o que eu preciso,
mas não sou capaz de dizer.
Eu não gosto de me esconder, detesto
os jogos tolos e superficiais em que transformei minha vida,
queria ser eu mesmo, mas sinto que não consigo, sem a sua
ajuda.

Você precisa me ajudar.
Segure a minha mão
mesmo que essa seja a última que
eu aparente necessitar.
Cada vez que você me encoraja, que eu
sinto carinho e compreensão no seu olhar,
nos seus gestos, um par
de asas nasce no meu coração.

Asas pequenas e frágeis, nas asas.
Não vai ser fácil, com certeza.
A idéia de que só vou ser respeitado
se for duro e forte vem de muito tempo e criou muros altos, mas
o amor tem que ser
mais forte que os muros.
Me ampare, por que uma criança é muito sensível e eu sou uma
criança.

Me abrace, por favor, mesmo que isso te
embarace, por que eu sou uma pessoa
que você conhece muito bem:
sou todo homem, toda mulher, todo ser humano, que você
encontra ao longo da vida.

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